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Sociedades m√©dicas lançam Aliança contra o C√Ęncer de Pulmão

Objetivo √© conscientizar sobre a import√Ęncia do diagn√≥stico precoce

Por Ana Cristina Campos - Repórter da Agência Brasil - Rio de Janeiro em 16/11/2023 às 17:42:08
pixabay.com / beautifulhandful78

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A Aliança Brasileira de Combate ao C√Ęncer de Pulmão foi lançada nesta quinta-feira (16), durante o XXIV Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica, no Rio de Janeiro. A entidade é composta pela Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), a Sociedade Brasileira de Cirurgia Tor√°cica (SBCT), a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), o Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CRB), a Sociedade Brasileira de Radiologia e a Sociedade Brasileira de Patologia (SBP).

Segundo o médico oncologista clínico e presidente da SBOC, Carlos Gil Moreira Ferreira, o objetivo da iniciativa é mobilizar a sociedade no esforço de conscientização da import√Ęncia do diagnóstico precoce por meio de um conhecimento maior sobre a doença. Além disso, a ideia é influenciar tomadores de decisão no Ministério da Saúde e no Congresso Nacional a investir em rastreamento e tratamento dos pacientes.

"O c√Ęncer de pulmão é o que mais mata no mundo e no Brasil é um dos que mais mata. Em 2023, devem ter cerca de 2 milhões de casos diagnosticados no mundo, com 1,8 milhão de óbitos. É uma doença em que a mortalidade é muito semelhante à própria incid√™ncia", disse Ferreira.

O médico explica que a sobrevida de quem é diagnosticado em est√°gios avançados passou de 9 meses para cinco anos. "Por outro lado, se a gente diagnostica os pacientes em est√°gio precoce, a curabilidade é acima de 80%. O desafio é realmente diagnosticar precocemente e não é difícil porque 85% dos casos estão relacionados ao tabagismo. Nos programas de rastreamento, baseados em tomografias periódicas, eles pegam a população de risco que deve ser acompanhada ao longo do tempo".

O presidente da SBOC destaca que é uma doença que pode ser prevenida com a redução do tabagismo. O Brasil passou de 30% de fumantes na população para 9% em 20 anos. "A gente est√° vendo um aumento da incid√™ncia de tabagismo em jovens por causa dos cigarros eletrônicos que funcionam como uma porta de entrada para o tabagismo convencional. J√° h√° dados sugerindo que os cigarros eletrônicos causam c√Ęncer de pulmão", alerta Ferreira.

Fonte: Agência Brasil

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