PREFEITURA SANTANA

Sesau alerta para a importância da vacinação contra a coqueluche

Doença, conhecida popularmente como tosse comprida, pode desenvolver insufici√™ncia respiratória levando a óbito

Por Ruana Padilha / Ascom Sesau em 10/06/2024 às 19:08:43
Olival Santos / Ascom Sesau

Olival Santos / Ascom Sesau

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), por meio Vigilância e Controle de Doenças Transmissíveis, faz um alerta para a população dos 102 municípios alagoanos sobre a importância de atualizar a caderneta de vacinação contra a coqueluche. A doença é uma infecção respiratória causada pela bactéria Borderella pertussis, conhecida popularmente como tosse comprida. Em contato com a bactéria, que se aloja na garganta humana, as crianças podem desenvolver insufici√™ncia respiratória e ir a óbito.

Em Alagoas, nos primeiros cinco meses deste ano, não houve casos confirmados de coqueluche. J√° em 2023 foram contabilizados dois casos e, em 2022, registrados seis casos da infecção. Para prevenção da doença, a vacina pentavalente é oferecida gratuitamente nas Unidades B√°sicas de Saúde (UBSs) de todas as cidades alagoanas.

O esquema vacinal compreende a aplicação de uma dose da vacina aos dois, aos quatro e aos seis meses de vida, seguida de mais dois reforços com a vacina DTP, conhecida também como tríplice bacteriana infantil, que devem ocorrer aos 15 meses de vida e aos quatro anos. Em adultos, a recomendação é que recebam doses de reforços da dTpa a cada cinco a 10 anos.

Para ser imunizada, a população deve procurar o posto de vacinação mais próximo de sua resid√™ncia com o Cartão de Vacinação, o Registo Geral (RG) ou CPF, e o Cartão SUS. J√° as pessoas que perderam o comprovante, não sabem ou não lembram se tomaram as vacinas, precisam atualizar a situação junto à unidade de saúde de seu município.

A gerente de Vigilância e Controle de Doenças Transmissíveis da Sesau, enfermeira Waldinéia Silva, explica que a doença tende a se alastrar mais em tempos de clima ameno e frio, devido ao fato das pessoas permanecerem mais em ambientes fechados. "A transmissão da doença acontece por meio de gotículas de secreção da orofaringe, eliminadas durante a fala, a tosse e o espirro. Portanto, basta um contato com tosse ou secreção da pessoa com a enfermidade, para se infectar. Mas, também pode ocorrer por meio de objetos contaminados com secreção de pessoas doentes", explicou.

Ela pontua que a coqueluche é dividida em tr√™s fases: catarral, paroxística e convalescença. E que a população deve ficar atenta aos sinais da doença e procurar atendimento médico adequado para evitar a sua evolução. "A fase catarral, que dura até duas semanas, é marcada por febre pouco intensa, mal-estar geral, coriza e tosse seca. É a fase mais infectante e quando a frequ√™ncia e a intensidade dos acessos de tosse aumentam gradualmente", informou Waldineia Silva.

A gerente de Vigilância e Controle de Doenças Transmissíveis da Sesau, ressaltou que a fase paroxística, dura de duas a seis semanas, e ocorre quando a febre se mantém baixa, e começam as crises de tosse súbitas, r√°pidas e curtas, que podem comprometer a respiração. "A última fase, no entanto, é a convalescença, a tosse desaparece e d√° lugar a episódios de tosse comum, que persistem por duas a seis semanas e, em alguns casos, pode se prolongar por até tr√™s meses", enfatizou.

Waldineia Silva reforça, também, a necessidade de conscientização da população para o Estado continuar combatendo o surgimento de surtos de coqueluche. "Não possuímos registro de óbitos h√° muitos anos e isso é uma comprovação da efic√°cia da imunização para doenças transmissíveis em Alagoas. Por isso, pedimos que os pais não deixem de vacinar seus filhos, porque a coqueluche pode levar a óbito e, no caso dos adultos, que também observem se o esquema vacinal est√° completo", recomendou.

Fonte: Agência Alagoas

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