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Ministério lançará consulta pública sobre relatório da Conitec

A consulta pode alterar o conjunto de tratamentos que vem sendo chamado de kit-covid, em especial as recomendações de uso de remédios sem comprovação científica, como ivermectina, cloroquina e hidroxicloroquina

Por Redação em 13/11/2021 às 01:02:40

O Ministério da Sa√ļde lan√ßar√° uma consulta p√ļblica sobre o relatório elaborado pela Comiss√£o Nacional de Incorpora√ß√£o de Tecnologias no Sistema √önico de Sa√ļde (Conitec) com as Diretrizes Brasileiras para Tratamento Medicamentoso Ambulatorial do Paciente com Covid-19.

As diretrizes consistem em um conjunto de orienta√ß√Ķes para os profissionais do sistema de sa√ļde relativos às respostas para lidar com a doen√ßa, incluindo medicamentos, tratamentos e protocolos para pacientes que contra√≠ram a doen√ßa.

A consulta pode alterar o conjunto de tratamentos que vem sendo chamado de kit-covid, em especial as recomenda√ß√Ķes de uso de remédios sem comprova√ß√£o cient√≠fica, como ivermectina, cloroquina e hidroxicloroquina.

A consulta ser√° aberta na próxima ter√ßa-feira (16). O documento est√° dispon√≠vel no site da comiss√£o, por onde as contribui√ß√Ķes poder√£o ser enviadas. Os interessados ter√£o dez dias para apresentar avalia√ß√Ķes e recomenda√ß√Ķes ao documento elaborado pela Conitec.

O documento analisa as tecnologias em nove diretrizes para o tratamento ambulatorial de pacientes com a covid-19. Foram avaliadas as tecnologias com maior relev√Ęncia no contexto nacional: anticoagulantes, azitromicina, anticorpos, monoclonais, budesonida, colchicina, cloroquina e hidroxicloroquina, corticosteroides, sist√™micos, ivermectina, nitazoxanida e plasma convalescente.

O documento tomou como base as an√°lises e evid√™ncias sobre as tecnologias elaboradas pela Associa√ß√£o Médica Brasileira, Associa√ß√£o de Medicina Intensiva Brasileira, Sociedade Brasileira de Infectologia e Associa√ß√£o Brasileira de Medicina de Emerg√™ncia, além de guias da Organiza√ß√£o Mundial de Sa√ļde e de órg√£os de sa√ļde da Europa e da Austr√°lia.

O documento esclarece que poucas terapias medicamentosas se mostraram eficazes no tratamento ambulatorial de pacientes que contraíram a covid-19, com exceção de anticorpos monoclonais.

"H√° incertezas sobre o benef√≠cio do uso de anticoagulantes, budesonida, colchicina, ivermectina, nitazoxanida e plasma convalescente em pacientes em tratamento ambulatorial, n√£o sendo atualmente indicados no tratamento ambulatorial da covid-19. Por sua vez, azitromicina e hidroxicloroquina n√£o mostraram benef√≠cio cl√≠nico e, portanto, n√£o devem ser utilizados no tratamento ambulatorial de pacientes com suspeita ou diagnóstico de covid-19", diz o texto.

Nota

Em nota divulgada nesta semana, a Associa√ß√£o Médica Brasileira defendeu a consulta e a aprova√ß√£o do documento. "Trata-se de um parecer esse constru√≠do com expertise de algumas das principais sociedades de especialidades médicas do Brasil, baseado 100% em evid√™ncias cient√≠ficas", diz a nota.

O Conselho Federal de Medicina, em nota à Ag√™ncia Brasil, afirmou que o documento "carecia de uma maior objetividade e clareza", raz√£o pela qual o representante do conselho na Conitec se manifestou por "encaminhar o texto para consulta p√ļblica com o indicativo de n√£o recomenda√ß√£o como apresentado, com vistas ao seu aperfei√ßoamento".

Fonte: Agência Brasil

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